‘Bullying não é um ritual de passagem’, diz secretária adjunta do Departamento de Educação dos EUA

Russlynn Ali durante a entrevista / Foto: Pedro Kirilos

Responsável pelas políticas contra a discriminação em escolas e universidades americanas, a secretária adjunta de Educação para os Direitos Civis dos Estados Unidos, Russlynn Ali, é radical na sua posição sobre o bullying.

Para ela, é preciso mudar a noção de que certas atitudes são normais e fazem parte do amadurecimento de crianças e adolescentes.

Apesar da existência de leis federais contra a discriminação nas instituições de ensino, a secretária reconhece que uma efetiva mudança de postura dos agressores depende, em grande parte, do engajamento das próprias comunidades. Preocupada, ela resume o problema: “Estamos machucando nossas crianças.”

Em visita ao Brasil para promover um intercâmbio de conhecimento na área, Russlynn destaca semelhanças entre os dois países e fala sobre um grande desafio na educação americana: reduzir a diferença no nível de aprendizado entre jovens brancos e seus colegas negros e hispânicos. Como, em 2050, as atuais minorias serão majoritárias na população adulta dos Estados Unidos, a secretária adjunta crê que a igualdade de oportunidades não é apenas uma questão moral, mas também econômica e demográfica.

Fonte: O Globo

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