Vacina reduz riscos de cancro anal entre as mulheres

Uma vacina, rotineiramente empregada na prevenção do cancro do colo do útero causado pelo papiloma vírus humano (HPV), também reduz os riscos de cancro anal entre as mulheres, destacou um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology, avança o Jornal de Angola.

O teste foi realizado em 4210 mulheres saudáveis com idade entre 18 e 25 anos, na Costa Rica, imunizadas aleatoriamente com a vacina Cervarix® contra o HPV e uma vacina contra a hepatite, para comparação.

As mulheres foram submetidas, quatro anos depois, a testes de infecção cervical e anal para os subtipos 16 e 18 do HPV, notoriamente relacionados com o cancro.

As mulheres que tomaram Cervarix® demonstraram ter um risco 76% menor de desenvolver infecção cervical e 62% menor de infecção anal quando comparadas com as que não tomaram a vacina. A protecção foi ainda maior num subgrupo de mulheres com mais propensão de não ter sido exposto ao HPV. Nesta categoria, a vacina demonstrou ser quase 89% protectora contra a infecção cervical para as duas cepas virais e quase 84% contra as infecções anais.

Embora o cancro anal seja raro – segundo algumas estimativas, a ocorrência é de apenas dois casos em 100.000 pessoas por ano na população mundial – as mulheres são duas vezes mais propensas a ter a doença do que os homens. A razão para esta incidência maior é desconhecida, embora a relação anal passiva possa ser um factor.

Uma condição denominada neoplasia cervical também pode predispor as mulheres ao risco de desenvolver infecção anal por HPV, mesmo sem ter havido relação anal.

Na população mundial, os grupos com maior risco de desenvolver cancro anal são os homens que fazem sexo com outros homens. Entre os homossexuais não infectados pelo VIH, a incidência é de 40 casos por 100.000 indivíduos por ano e entre os seropositivos de 80 por 10.000.

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