Skinheads gaúchos que esfaquearam jovens vão a júri popular

Um grupo de 14 skinheads, entre eles três garotas, vai a júri popular por ter esfaqueado e espancado três jovens que utilizavam quipás no aniversário de 60 anos do Holocausto, em 2005, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.

Uma das vítimas era judeu, sendo que as demais se solidarizaram com a data. Eles só não foram assassinados porque frequentadores de bares no local intervieram. Em buscas policiais nas casas dos suspeitos, identificados como integrantes do grupo neonazista Carecas do Brasil, foram encontradas bandeiras nazistas e vídeos de louvor a Adolf Hitler. As informações são do jornal Zero Hora.

O delegado da 1ª DP da capital gaúcha, Paulo César Jardim, diz estar convicto de que o julgamento é pioneiro no País – apesar de haver muitos casos envolvendo neonazistas no Brasil, eles geralmente são enquadrados como lesões corporais ou apologia ao crime. “Optamos por indiciá-los por homicídio tentado, cuja pena é bem maior que a das lesões”, disse o delegado.

O júri ainda não tem data definida porque muitos réus contestam a denúncia. O conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos Jair Kristchke, que participa de investigações sobre neonazismo no País, acredita que o júri será inédito por ser “formado por pessoas do povo”, não “algo técnico”, o que permitirá “mostrar à população o nível de barbarismo cometido. Isso nunca ocorreu no Brasil”, sustenta.

Fonte: Da redação com informações da Zero Hora e ilustração de Latufe

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