Dois novos estudos dizem que remédios anti HIV podem ter eficácia na prevenção da aids

Dois novos estudos que estão sendo realizados, falam sobre o papel do antirretroviral em termos de prevenção da aids. A conferência sobre aids acontece em Roma, entre os dias 17 e 20 deste mês, deve colocar o tema no centro dos debates.

Esses estudos foram realizados em três países africanos com pessoas heterossexuais, população mais afetada no mundo, mostraram que quando as pessoas saudáveis tomam uma cápsula de antirretroviral por dia antes da exposição -o que é chamado “profilaxia pré-exposição (PrEP)”- o risco de infecção pelo HIV pode ser reduzido em quase dois terços.

Os estudos, um da Universidade de Washington e outro do Centro de Controle de Doenças de Atlanta (CDC), foram realizados em Botsuana, no Quênia e em Uganda. O trabalho TDF2, do CDC, foi realizado com 1.219 homens e mulheres heterossexuais em Botsuana, todos não infectados, alguns recebendo um comprimido de antirretroviral (ARV) – uma mistura de tenofovir/emtricitabina – uma vez por dia; outros, um placebo. O ARV reduziu o risco em 63% em relação ao grupo placebo.

A pesquisa da Universidade de Washington, Partners PrEP, analisou 4.758 casais heterossexuais sorodiscordantes (um infectado, outro não) no Quênia e em Uganda. A pessoa não infectada tomou o tenofovir, ou uma mistura de tenofovir com emtricitabina, ou um placebo. No primeiro caso, o risco de infecção foi reduzido em 62% em relação ao grupo placebo; no segundo, em 73%.

Os pesquisadores interromperam o estudo após a os resultados intermediários, considerando que não seria “ético” mantê-lo com as pessoas que tomavam um placebo, e divulgaram seus resultados. Um estudo anterior, conduzido com casais de homens sorodiscordantes, havia registrado em novembro uma redução de 44% da infecção entre aqueles que receberam uma mistura de tenofovir/emtricitabina. Mas não havia certeza de que a prevenção pudesse funcionar em casais heterossexuais.

Um outro estudo, FEM-Prep, não constatou o efeito protetor entre as mulheres heterossexuais. Em maio, um teste clínico realizado em nove países com 1.763 casais, em grande parte heterossexuais, mostrou que entre os casais em que os soropositivos tomaram antirretrovirais em um estágio precoce da doença o risco de infectar seu parceiro caiu 96%.

Da redação do SOMOS com informações Terra

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *